terça-feira, 3 de julho de 2012

O QUE É O AUTISMO?


ESSE SORRISO ILUMINA MEUS DIAS

Outro dia, uma colega de trabalho me perguntou O QUE É O AUTISMO? Coloquei aqui um pouco que encontrei, retirado do site www.autimismo.com.br., que ajuda a entender um pouco sobre o assunto, comportamentos e tratamentos.
Val

Autismo é uma desabilidade do desenvolvimento que afeta a comunicação e a interação social. Afeta meninos duas vezes mais do que meninas. Atualmente acredita-se que o autismo atinja uma em cada 250 pessoas, e a quantidade de pessoas diagnosticadas como autistas aumentou consideravelmente nestas duas décadas, (embora isso ocorra, em parte, pelo aperfeiçoamento dos diagnósticos e mudanças nos critérios de avaliação do espectro autista).

O espectro autista é como um guarda-chuva que inclui autismo clássico, síndrome de asperger, transtorno do desenvolvimento, dentre outros e é considerado como um conjunto de distúrbios devido à quantidade e à intensidade dos sintomas. Contudo, todos os autistas demonstram falhas nas áreas: comunicação, interação social imaginação, repertorio de comportamentos.

O autismo pode ocorrer em qualquer nível, seja no retardado mental, no QI normal, ou no superdotado e atinge qualquer raça, etnia, não tem fronteiras sociais, não se vincula a determinados grupos e nem à posição econômica ou educacional; o autista pode ser dependente dos outros ou independente, mas sempre com dificuldades nas aéreas sociais.

Baseado em estatísticas do Departamento de Educação dos Estados Unidos e de outras agências governamentais, o autismo está crescendo de dez a dezessete por cento ao ano. Segundo a Associação Americana de Autismo (ASA) estima-se que o autismo pode alcançar quatro milhões de americanos na próxima década (Serão afetados com algum grau).

Autistas respondem a informações de maneira diferente de outras pessoas.

Prognósticos dos autistas:

Pessoas autistas têm a mesma probabilidade de vida de uma pessoa regular e, a qualidade de vida vai depender de cada individuo. Algumas pessoas com "High-Function autismo" (autismo de bom funcionamento, o que não é um termo medico, mas é usado para autistas que não são Asperger, mas falam têm um bom funcionamento de ações e reações) podem se casar, freqüentar Universidade, ter uma carreira e participar da comunidade.
Alguns exemplos: Temple Grandim, uma autista que é professora da Universidade de Colorado, cientista reconhecida mundialmente por seu trabalho com animais. Albert Einstein, um marco no século 20. 
Tito Mukhopadhyay um adolescente com autismo clássico, morador da Índia que, apesar de ser clássico escreve poesias e se comunica. No momento ele está morando nos EUA com a família para os especialistas estudarem seu caso, que é raríssimo. 

Já outros autistas vão precisar de cuidados para o resto da vida. 

Concepções erradas sobre o autismo:

Há muitos mitos e concepções erradas sobre o autismo. Quando se fala "autismo", a maioria das pessoas pensam no autismo clássico, algumas lembram-se do filme "Rain Man" onde o autista interpretado por Dustin Huffman era superdotado.
Apesar deles terem características parecidas, cada um tem a sua maneira de ser. Muitos são capazes de fazer contato olho-a-olho (alguns de uma maneira um pouco diferente do que fazem as outras crianças).  Muitos desenvolvem um bom uso da fala e outros desenvolvem outras formas de comunicação como linguagem de sinais, (PECS).  Crianças podem progredir e diminuir os sintomas com tratamentos e métodos que proporcionem seu desenvolvimento. Muitos são carinhosos, abraçam, beijam e iniciam conversas (sobre assunto que lhe interessa), podem gostar de estar com outras pessoas, mas, normalmente, não querem interagir.  

DIAGNÓSTICO - CARACTERÍSTICAS DO AUTISTA

Atualmente não há um teste médico que diagnostique definitivamente o autismo. 
O diagnóstico é feito com base na observação das características do indivíduo, uma vez que a maioria das crianças começa a mostrar sintomas de autismo entre 18 a 24 meses.
Pesquisadores da Inglaterra desenvolveram um (screening) exame chamado CHAT "Checklist for Autism in Toddlers" que tem ajudado muito na avaliação e prognóstico de crianças que desenvolverão o espectro do autismo.

São três as áreas de preocupação:

1) INTERAÇÃO SOCIAL: Uma pessoa com o espectro de autismo poderá não usar ou não compreender a comunicação verbal, ou não desenvolver interações sociais que sejam apropriadas para a sua idade. Normalmente pode-se notar a falta de emoção recíproca (você sorri para eles, mas eles não sorriem para você). Adultos autistas podem parecer afastados e indiferentes aos outros, alguns aparentam estar presos no seu próprio mundo. 

2) COMUNICAÇÃO: Há um atraso significativo ou a ausência do desenvolvimento da língua. Um autista pode ter dificuldades em iniciar e/ou sustentar uma conversa, ou então poderá usar a fala de maneira repetitiva, sempre sobre o mesmo tópico sem parar (over and over).

3) COMPORTAMENTO: Restrito, repetitivo, e estereotipado. O autista pode ter uma grande preocupação com um assunto ou interesse ou ficar apáticos, enquanto outros mantém uma rotina. Em crianças pode-se encontrar a falta de imaginação ou brincadeiras sociais. Repetições motoras como bater as mãos, rodar objetos, movimentos repetitivos com o corpo são alguns sinais comuns.

EXEMPLOS DE COMPORTAMENTO AUTISTA:

Podem apresentar algumas ou muitas dessas características, dependendo do grau do espectro autista. Exemplos:
   » O bebê não imita outros, não procura o colo dos pais.
   » A criança não desenvolve uma relação apropriada à sua idade com outras crianças.
   » Muito pouco ou nenhum contato olho a olho.
   » Aparenta estar isolado, falta-lhe espontaneidade, interesse em outras pessoas.
   »  Afeição inapropriada a objetos.
   » Brinca de uma forma estranha (enfileira ou gira objetos).
   » Repetição de movimentos motores.
   » Come somente alguns tipos de comida ou insiste em um tipo de textura de roupa.
   » Resiste à mudança de rotina (em um nível mais elevado do que a criança regular)
   » Não desenvolve a fala ou desenvolve a fala e a perde
   » Repete palavras ou frases várias vezes, só fala sobre tópicos de seu interesse.
   » Dificuldades em discutir conceitos abstratos, levam tudo literalmente.
   » Demonstra desigualdade em habilidades motoras.
   » Torna-se difícil quando é segurado, não gosta de ser tocado. 
   » Dificuldades em expressar as necessidades: Usa gestos ou aponta ao invés de usar a 
      fala.  

A HISTÓRIA DO AUTISMO

O nome autismo foi adotado pelo psiquiatra Eugen Bleuler em 1911 para descrever um dos sintomas da esquizofrenia. Este rótulo veio da palavra grega "Autos" que quer dizer "próprio". No começo dos anos 40, Leo Kanner e Hans Asperger, foram pioneiros no estudo do autismo. Eles usavam os termos "autismo" e "autista" (independente de cada um) e assim esta designação nasceu. Kranner e Asperger adotaram este nome para descrever o que estavam pesquisando. Antes dessas pesquisas os autistas eram taxados de retardados mentais, loucos ou com distúrbios emocionais. Enquanto Kanner usava este termo para traduzir o autismo clássico, Asperger descrevia indivíduos mais capacitados e inteligentes. Muito depois Dr. Lorna Wing do Reino Unido adotou o termo Síndrome de Asperger para definir autistas com mais capacidades. Alguns médicos usam o termo clássico Kranner para descrever autistas clássicos.

Depois deste descobrimento, pais começaram a ser observados e psicólogos Freudianos adotaram a teoria que crianças com autismo tinham algum problema com os pais principalmente a mãe e por isso não progrediam. O pioneiro a adotar este termo foi Bruno Bettelheim, um húngaro que imigrou para os Estados Unidos no final dos anos 40 e se tornou o diretor da Escola "Sonia Shankman Orthogenic School" em Chicago, reinvidicou que a causa do autismo eram "As mães geladeiras": mães frias, sem sentimentos que levavam os seus filhos a um isolamento mental. Suas teorias foram aceitas internacionalmente por mais de duas décadas. Bruno Bettelheim cometeu suicídio aos 86 anos de idade acredita-se pelo fato dele ter começado a perder sua credibilidade. Foi descoberto depois que a experiência de Bettelheim foi exagerada ou sem comprovações, e que ele não tinha as qualificações necessárias para dirigir uma escola ou elaborar teorias sobre a causa do autismo. Ele também foi acusado de maus tratos a seus pacientes (pessoas com desabilidade, a maioria autista). 

Nos anos 60 profissionais começaram a contestar a opinião de Bettlheim um deles foi Dr.Eric Schopler, mas foi em 1964 que Bernard Rimland, psicólogo e pai de um autista escreveu "Infantile Autism: The Syndrome and Its Implications for a Neural Theory of Behavior". Neste livro, Rimland argumenta que o autismo é uma desordem biológica e não uma doença emocional. Este livro mudou a maneira de compreender o autismo e teve um grande impacto nos futuros tratamentos para pessoas autistas. Com isso a teoria de Bettleheim perdeu a credibilidade.  

O QUE CAUSA O AUTISMO

Ninguém sabe com certeza o que causa o aparecimento e o desenvolvimento do autismo. Embora algumas meninas desenvolvam autismo, casos de meninos com esta desabilidade são em proporção de três para um (três meninos autistas para cada menina). Os especialistas atribuem isso a componentes genéticos, contudo, até descobrirem a causa real do autismo, será difícil obter uma resposta. 

Em gêmeos idênticos a chance de desenvolver autismo - quando um o é - chega a e 98%. 

Muitos especialistas no campo de autismo, como, por exemplo, o Dr.Edward Ritvo da Universidade da Califórnia (Los Angeles) defendem a teoria de que existe uma predisposição do espectro autista que poderia se encontrar contida em um certo gene e interagir com um fator ambiental (ou fatores) não conhecido e causar alterações ao sistema imunológico, no sistema sensorial dos nervos, o cérebro e muitas vezes no trato gastro-intestinal. 

Muitas pessoas afetadas por essas alterações têm manifestado sintomas de autismo. 
No momento há pesquisas diferentes examinando a possibilidade dos preservativos usados em vacinas, como, por exemplo, o mercúrio (MMR) e Thimerosal, serem alguns dos possíveis componentes no desenvolvimento do autismo em algumas crianças.

O que os cientistas já descobriram (estatísticas da Fundação Cure Autism Now):

   » Há uma predisposição genética para esta desabilidade.
   » Alguns circuitos no cérebro são diferentes em uma pessoa autista.
   » A "Serotonin" (serotonina), uma substância importante para o funcionamento normal   
      do cérebro e do comportamento, foi encontrada em um nível elevado em um sub- 
      grupo de autistas.
   » Algumas crianças com autismo e desabilidade correlatas têm problemas 
      imunológicos.  

TRATAMENTOS DE AUXÍLIO NO COMPORTAMENTO E NA COMUNICAÇÃO

Andréa Simon

O espectro autista (1) pode apresentar vários tipos de comportamentos, alguns agressivos, perigosos, repetitivos, demonstrar alguma tolerância ou ser muito sensível a dor, frio, calor. Sendo assim, é um grande desafio para pais e profissionais lidar com o autista. 

Não se sabe com certeza as razões desses comportamentos, mas, acredita-se que eles têm forte base sensorial. A linguagem e a escrita também são desafios para o autista, uma vez que ele tem dificuldade de compreender como a comunicação funciona (trabalha), o que pode contribuir para criar problemas de comportamento. Muitos tratamentos foram desenvolvidos para trabalhar a linguagem, interação sensorial, interação social, comportamento. Apresento alguns dos mais significativos:
RATAMENTOS DE AUXÍLIO NO COMPORTAMENTO E NA COMUNICAÇÃO

» ABA - Applied Behavior Analysis (Analise aplicada do comportamento)
O ABA foi desenvolvido pelo Dr. O. I. Lovaas da Universidade da Califórnia do Norte em Los Angeles, sendo umas das terapias mais conhecidas para se trabalhar com os autistas. Consiste em ensinar habilidades dividindo-as em etapas e recompensando as respostas corretas. Esta terapia pode ser usada para corrigir comportamentos e também para ajudar a adquirir novas habilidades. O ABA é utilizado geralmente de 30 a 40 horas por semana individualmente, com a ajuda de um profissional. Esta terapia influenciou muitas outras. 
Verbal Behavior  (Comportamento Verbal)
No livro Verbal Behavior o psicólogo B.F Skinner escreveu sobre a relação do ambiente no desenvolvimento e no reforço da comunicação. O adulto oferece o ambiente realçando a linguagem, exemplos: PECS, linguagem de sinais, para a criança que está começando a se comunicar. O "Verbal Behavior" - comportamento da verbalização -, oferece uma estrutura para iniciar o processo de ensinar a comunicação verbal. Usa-se muito incorporar o Verbal Behavior ao programa da ABA com os seguintes resultados:
   » Para estabelecer comunicação repertorio para criança sem linguagem;
   » Reforçar, elaborar e enriquecer habilidades de se comunicar já existentes;
   » Obter uma compreensão melhor sobre pensamento e resolver problemas.
COMEÇAR PECS

PECS- Picture Exchange Communication System (Comunicação usando trocas de fotos)
A comunicação é uma das muitas áreas afetadas pelo autismo e o PECS é um processo auxiliar no desenvolvimento da linguagem e propõe-se a implementar um "caminho" de comunicação entre o autista e o meio que o cerca. Algumas crianças autistas desenvolvem a chamada linguagem tradicional, entretanto, outras talvez nunca falem, mas poderão utilizar um instrumento preciso para se relacionarem ("falar") com o mundo e expressarem seus anseios e desejos. 
O PECS é esse instrumento fundamental para assessorar e compreender a rotina do autista. Criado há mais de 12 anos pelo Delaware Autistic Program, esse método baseia-se no ABA (Applied Behavior Analysis) e ensina o autista a trocar uma foto por algo que deseja.
A vantagem do PECS é a sua simplicidade e racionalidade em proporcionar uma resposta primária por parte do autista, ou seja, ele escolhe a foto (visual) do PECS que demonstra o que quer estabelecendo a comunicação com os outros e, em muitos casos, promovendo o desenvolvimento da fala. Vale ressaltar que a primeira "língua" da maioria dos autistas é a visual.

» TEACCH - Treatment and education of autistic and related communication handicapped children (Tratamento e educação de autistas e de pessoas portadoras de síndromes similares) 
Foi desenvolvido na escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, em 1970 e é o primeiro programa para tratamento de pessoas autistas a ser adotado em todo um estado nos Estados Unidos. Consiste em uma abordagem de ensino estruturada baseada na idéia de que o ambiente deve ser adaptado ao autista e não o autista adaptar-se ao ambiente. O programa também leva em conta o nível de entendimento e de interação do autista. As estratégias de ensino são desenvolvidas para aperfeiçoar a comunicação, socialização e habilidades para compreender o seu mundo.
Guia para ensinar a usar o banheiro com estrutura TEACCH
Muitas crianças autistas têm dificuldades em aprender a usar o vaso sanitário. O que pode funcionar para uma criança pode não funcionar para outras. Aqui vai um resumo do TEACCH de como ensinar a usar o vaso sanitário. Um dos elementos do programa TEACCH é o ensino estruturado "Structure Teaching" que são as ferramentas usadas pelo programa para dar o suporte necessário para que o autista aprenda novas habilidades explorando seu lado forte de aprendizagem visual, motricidade e rotina, com isso ganhando mais independência. 


» Son-rise  

Este programa foi criado pelos autores e professores Barry Neil Kaufman e Samapria Lyte Kaufman quando o seu filho Raun foi diagnosticado com sendo portador de autismo clássico. Embora tenham recebido conselhos para internar seu filho em instituições especializadas, os Kaufman resolveram desenvolver um programa em casa para conseguir alcançar o filho. "The son-rise program" é um tratamento educacional que trabalha com áreas de aprendizagem, comunicação e novas habilidades desenvolvendo técnicas e estratégias.

O PROGRAMA SON-RISE

No início dos anos 70, o casal Barry e Samahria Kaufman, fundadores do Programa Son-Rise®, ouviram dos especialistas que não havia esperança de recuperação para seu filho Raun, diagnosticado com autismo severo e um QI abaixo de 40. Decidiram porém acreditar na ilimitada capacidade humana para a cura e o crescimento, e puseram-se à procura de uma maneira de aproximar-se de Raun. Foi a partir da experimentação intuitiva e amorosa com Raun, há cerca de 30 anos atrás, que eles desenvolveram o Programa Son-Rise. Raun se recuperou de seu autismo após 3 anos e meio de trabalho intensivo com seus pais. Ele continuou a se desenvolver de maneira típica, cursou uma universidade altamente conceituada e agora é o CEO do Autism Treatment Center of América, fundado por seus pais em Massachusetts, nos EUA. Desde a recuperação de Raun, milhares de crianças utilizando o Programa Son-Rise têm se desenvolvido muito além das expectativas convencionais, algumas delas apresentado completa recuperação.
O Programa Son-Rise é centrado na criança (ou no adulto com autismo). Isto significa que o tratamento parte do desenvolvimento inicial de uma profunda compreensão e genuína apreciação da criança, de como ela se comporta, interage e se comunica, assim como de seus interesses. O Programa Son-Rise descreve isto como o “ir até o mundo da criança”, buscando fazer a ponte entre o mundo convencional e o mundo desta criança em especial. Com esta atitude, o adulto facilitador vê a criança como um ser único e maravilhoso, não como alguém que precisa “ser consertado”, e pergunta-se “como eu posso me relacionar e me comunicar melhor com essa criança?” Quando a criança sente-se segura e aceita por este adulto, maior é a sua receptividade ao convite para interação que o adulto venha a fazer.
O Programa Son-Rise oferece uma abordagem prática e abrangente para inspirar as crianças (e adultos) com autismo a participarem ativamente em interações divertidas, espontâneas e dinâmicas com os pais, outros adultos e crianças. O corpo de experiência do Programa Son-Rise demonstra que quando uma criança com autismo passa a participar deste tipo de experiência interativa, ela torna-se aberta, receptiva e motivada para aprender novas habilidades e informações. A participação da criança nestas interações seria então fator chave para o tratamento e recuperação do autismo. O papel dos pais é essencial neste processo de tratamento. O Programa Son-Rise propõe a implementação de um programa dirigido pelos pais no domicílio da criança, e os instrui na construção um ambiente físico e social otimizado que estimule uma profunda ligação emocional com sua criança e facilite o seu aprendizado social. 

Durante todo o processo, o crescimento emocional dos pais é enfatizado. Orientação atitudinal é oferecida para os pais para ajudá-los a trabalhar quaisquer crenças limitantes ou sentimentos negativos em relação a eles mesmos, à criança ou ao diagnóstico da criança. Instruções práticas são oferecidas para auxiliar os pais na criação de uma nova perspectiva que os habilite para relacionarem-se com a criança a partir de um profundo sentimento de apreciação e alegria. 
As sessões individuais (um-para-um) do Programa Son-Rise são realizadas na residência da pessoa com autismo, em um quarto especialmente preparado com poucas distrações visuais e auditivas, contendo brinquedos e materiais motivadores para a criança ou adulto com autismo que sirvam como instrumento de facilitação para a interação e subseqüente aprendizagem.
Os pais aprendem a construir experiências interativas estimulantes que convidem sua criança a desenvolver-se socialmente dentro de um currículo claramente definido. No Programa Son-Rise, toda a aprendizagem acontece no contexto de uma interação divertida, amorosa e espontânea que inspira tanto pais como criança. O Programa Son-Rise é lúdico. Isto significa que dá-se ênfase à criação de divertidas e motivadoras atividades nas quais a criança esteja empolgada para participar. A ênfase está na diversão. Ao seguir os interesses da criança e compreender os princípios básicos do brincar, torna-se fácil a criação de atividades motivadoras para esta criança. O mesmo aplica-se para o trabalho com um adulto. As atividades são adaptadas para serem motivadoras e apropriadas ao estágio de desenvolvimento específico do indivíduo, qualquer que seja sua idade. Uma vez que a pessoa com autismo esteja motivada para interagir com um adulto, este adulto facilitador poderá então criar interações que a ajudarão a aprender todas as habilidades do desenvolvimento que são aprendidas através de interações dinâmicas com outras pessoas (por exemplo, o contato visual “olho no olho, as habilidades de linguagem e de conversação, o brincar, a imaginação, a criatividade, as sutilezas do relacionamento humano). O Programa Son-Rise instrui os pais na criação destas efetivas interações com a criança de forma que eles possam dirigir o programa de sua criança e ajudá-la durante todas as interações diárias com ela.

Estas são informações do grupo Inspirados pelo Autismo
www.inspiradospeloautismo.com
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Pessoas com autismo apresentam desde cedo dificuldades para interagir com outras pessoas. Elas evitam então as interações sociais, deixando de se beneficiar do aprendizado que crianças neurotípicas adquirem através da interação com outras pessoas (por exemplo, habilidades de linguagem e de conversação, o brincar, a imaginação, a criatividade, as sutilezas do relacionamento humano). É por este motivo que o Programa Son-Rise investe na criação de um estilo de interação (e um ambiente físico e social especiais) que facilita com que as crianças com autismo sintam-se motivadas para interagir socialmente.






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